É com particular satisfação que apresentamos os números 6 e 7 da Revista Todavia referentes ao ano de 2013. O leitor, nesse momento, poderá se perguntar o que aconteceu com 2014, por que tanto atraso. Pois é... 2014 foi um ano marcado por várias e profundas mudanças que merecem ser relatadas.
O grupo PET Ciências Sociais, casa original da Todavia, viveu a troca de bolsistas e tutores, o Prof. Caleb Faria Alves, do Departamento de Antropologia, por anos seguiu à frente do grupo e passou o bastão para a Profa. Raquel Weiss, do Departamento de Sociologia. E tantas trocas assim demandam tempo para que os devidos ajustes sejam feitos.
O Prof. Enio Passiani desembarcou por estas paragens também ano passado e, de forma relativamente rápida, tornou-se editor da Todavia e tutor do PET Conexões Ciências Humanas. Mais uma mudança que precisava ser conduzida com certa paciência. Se a dança das cadeiras, por si só, já não fosse motivo suficiente para desacelerar o ritmo da confecção da revista, a própria organização da Todavia sofreu alterações. Hoje ela dispõe de dois editores, de uma Comissão Editorial e de um Conselho Editorial, composto, inclusive, por professores de outras instituições. A inclusão de professores externos no Conselho representa um primeiro passo para outras parcerias, inclusive a publicação de material dos alunos de outras universidades, a expandir, assim, o horizonte da Todavia, originalmente pensada “apenas” como veículo para a produção dos alunos do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UFRGS.
A revista foi gestada no interior do PET Ciências Sociais, era (e é) sua cria. No entanto, hoje, alguns alunos do PET Conexões Ciências Humanas também participam da sua elaboração, mais uma vez alargando seus limites.
E, ainda, sua estrutura interna foi igualmente reformulada: se, inicialmente, a revista publicava artigos de caráter científico, agora também abriu seu espaço para traduções, contos, crônicas e poesia.
Todas essas mudanças foram baseadas nos princípios que fundamentam os grupos PET: o respeito e a valorização da diversidade, das várias formas que o conhecimento pode assumir, o lugar que abriga a pluralidade dos pontos de vista, as diferenças de toda ordem.
Por tudo isso, preferimos pensar que não houve apenas um atraso. Nenhuma transição é fácil; exige tranquilidade, sensatez e paciência. Foi o tempo necessário para acomodar as mudanças e azeitar os procedimentos de feitura da revista.
Daí o nosso particular orgulho...
Os editores